Quem sou eu
- José Arnaldo
- São Luís, Maranhão, Brazil
- Homem simples e comum: procuro ser gentil com as pessoas, amigo dos meus amigos e bondoso com a minha família. Sou apaixonado por filmes, internet, livros, futebol e música. Estou tentando sempre equilibrar corpo e mente, manter-me informado das notícias a nível mundial, ministrar aulas de geografia em paralelo às pesquisas acadêmicas que desenvolvo e, no meio de tudo isso, tento achar tempo para o lazer e o namoro. Profissionalmente,sou geógrafo e professor de Geografia no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal do Maranhão (IFMA Campus Avançado Porto Franco) e Doutorando em Geografia Humana na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Membro do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) e do Núcleo de Estudos do Pensamento Socialista Pesquisa do Sindicalismo (NEPS), ambos da UFMA. Participo da Rede Justiça nos Trilhos.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Sobre Marx, protestantismo e maconha
O pensamento do filósofo Karl Marx (1818-1883) é por demais conhecido acerca dos seus escritos sobre economia, sociedade e política. Todavia, o fenômeno religioso também aparece em seus escritos que, infelizmente, ficaram reduzidos à célebre frase: “a religião é o ópio do povo”.
Essa frase está presente no livro “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, obra do ano de 1843, na qual Marx tece críticas ferozes e contundentes ao “endeusamento” do Estado por parte de Hegel, haja vista este último, subordina àquele a Sociedade Civil e a Família na obra “Princípios da Filosofia do Direito”.
Se entendida de maneira deslocada a frase perde o sentido. Todavia tal frase deve ser compreendida no seu contexto de um Marx crítico da religião como mecanismo de coerção social e alienador da natureza humana. Como Marx e Engels dizem n’A Ideologia Alemã: “Os homens até hoje, sempre tiveram falsas noções sobre si mesmos, sobre o que são ou deveriam ser. Suas relações foram organizadas a partir de representações que faziam de Deus, do homem normal, etc. os criadores se prostraram diante de suas próprias criações. Libertemo-los, portanto, das ficções do cérebro, das ideias, dos dogmas, das entidades imaginárias, sob o domínio dos quais definham”.
Claro está que o os filósofos alemães compreendem a religião como um mecanismo ideológico, no sentido de falsa consciência que se manifesta num interesse de classe. Além disso, Marx estava atento ao papel do capitalismo e da relação com o protestantismo como bem fica claro nos Grundrisse: “O culto do dinheiro tem seu ascetismo, seu auto-abnegação, seu auto-sacrifício – a economia e a frugalidade, desprezo pelo mundano, prazeres temporários, efêmeros e fugazes; o correr atrás do eterno tesouro. Daqui a conexão entre o Puritanismo inglês ou o Protestantismo holandês e o fazer dinheiro”. Diga-se de passagem, os Grundrisse foram escritos em 1858 mais de 40 anos antes do quando “Todo-Poderoso Max Weber” (se é que você me entende...) escreve seu famigerado “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, um livro fantástico, por sinal.
Enfim, este pequeno texto foi escrito apenas com o intuito de rebater críticas totalmente infundadas sobre Marx e as falsas acusações de “maconheiro” (como se isso fosse um demérito ou o usuário apenas vivesse disso). Segundo de mostrar que o “velho barbudo” tinha um amplo conhecimento sobre a religião como forma de falsa consciência de si e para si. Creio que as tentativas de menosprezar aquele que foi considerado o maior filósofo de todos os tempos repousam sobre os “críticos”, que na verdade são muito mais fraseologistas, que desconhecem em quase sua totalidade a obra de Marx e, por isso, tendem a menosprezar a obra deste filósofo em relação, por exemplo, a Max Weber. Portanto, honrando as palavras de Marx, espero que a crítica corrosiva dos [ratos] religiosos, especialmente os protestantes, que confundem filosofia e futebol possam ter compreendido, pelo menos um pouco, que Marx estava totalmente ciente das implicações políticas do fenômeno religioso.
Essa frase está presente no livro “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, obra do ano de 1843, na qual Marx tece críticas ferozes e contundentes ao “endeusamento” do Estado por parte de Hegel, haja vista este último, subordina àquele a Sociedade Civil e a Família na obra “Princípios da Filosofia do Direito”.
Se entendida de maneira deslocada a frase perde o sentido. Todavia tal frase deve ser compreendida no seu contexto de um Marx crítico da religião como mecanismo de coerção social e alienador da natureza humana. Como Marx e Engels dizem n’A Ideologia Alemã: “Os homens até hoje, sempre tiveram falsas noções sobre si mesmos, sobre o que são ou deveriam ser. Suas relações foram organizadas a partir de representações que faziam de Deus, do homem normal, etc. os criadores se prostraram diante de suas próprias criações. Libertemo-los, portanto, das ficções do cérebro, das ideias, dos dogmas, das entidades imaginárias, sob o domínio dos quais definham”.
Claro está que o os filósofos alemães compreendem a religião como um mecanismo ideológico, no sentido de falsa consciência que se manifesta num interesse de classe. Além disso, Marx estava atento ao papel do capitalismo e da relação com o protestantismo como bem fica claro nos Grundrisse: “O culto do dinheiro tem seu ascetismo, seu auto-abnegação, seu auto-sacrifício – a economia e a frugalidade, desprezo pelo mundano, prazeres temporários, efêmeros e fugazes; o correr atrás do eterno tesouro. Daqui a conexão entre o Puritanismo inglês ou o Protestantismo holandês e o fazer dinheiro”. Diga-se de passagem, os Grundrisse foram escritos em 1858 mais de 40 anos antes do quando “Todo-Poderoso Max Weber” (se é que você me entende...) escreve seu famigerado “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, um livro fantástico, por sinal.
Enfim, este pequeno texto foi escrito apenas com o intuito de rebater críticas totalmente infundadas sobre Marx e as falsas acusações de “maconheiro” (como se isso fosse um demérito ou o usuário apenas vivesse disso). Segundo de mostrar que o “velho barbudo” tinha um amplo conhecimento sobre a religião como forma de falsa consciência de si e para si. Creio que as tentativas de menosprezar aquele que foi considerado o maior filósofo de todos os tempos repousam sobre os “críticos”, que na verdade são muito mais fraseologistas, que desconhecem em quase sua totalidade a obra de Marx e, por isso, tendem a menosprezar a obra deste filósofo em relação, por exemplo, a Max Weber. Portanto, honrando as palavras de Marx, espero que a crítica corrosiva dos [ratos] religiosos, especialmente os protestantes, que confundem filosofia e futebol possam ter compreendido, pelo menos um pouco, que Marx estava totalmente ciente das implicações políticas do fenômeno religioso.
Assinar:
Postagens (Atom)