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Homem simples e comum: procuro ser gentil com as pessoas, amigo dos meus amigos e bondoso com a minha família. Sou apaixonado por filmes, internet, livros, futebol e música. Estou tentando sempre equilibrar corpo e mente, manter-me informado das notícias a nível mundial, ministrar aulas de geografia em paralelo às pesquisas acadêmicas que desenvolvo e, no meio de tudo isso, tento achar tempo para o lazer e o namoro. Profissionalmente,sou geógrafo e professor de Geografia no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal do Maranhão (IFMA ­ Campus Avançado Porto Franco) e Doutorando em Geografia Humana na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Membro do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) e do Núcleo de Estudos do Pensamento Socialista Pesquisa do Sindicalismo (NEPS), ambos da UFMA. Participo da Rede Justiça nos Trilhos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aged fiscaliza uso de agrotóxicos em Caxias

A Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), por meio da Regional de Caxias, realizou no fim de semana, atividades relacionadas à fiscalização de uso de agrotóxicos na Fazenda Artuso e Agropecuária Betânia, localizadas no município de Caxias.

Foram inspecionados os locais de depósito dos agrotóxicos e o uso correto no combate de doenças e pragas  com pulverizações periódicas, devido à presença de uma doença de origem fúngica (Mancha Alva), em área cultivada de soja. “Nós não encontramos nenhuma irregularidade com relação às embalagens vazias de agrotóxicos e foram apresentadas as notas de devolução das embalagens vazias junto à central de recebimento”, informou a chefe da Unidade regional da Aged de Caxias, Allannessa Macedo de Araújo.

Ela informou, ainda, que a cada visita da equipe da Aged se percebe um avanço na conscientização do uso correto dos agrotóxicos. "É muito importante o nosso trabalho na parte da educação sanitária, pois a nossa equipe conversa não só com os produtores, mas também com as lideranças locais orientando sobre o manuseio do agrotóxico e o destino das embalagens vazias", enfatizou.

Todas as ações foram realizadas pelos fiscais de Defesa Vegetal da Aged de Caxias, Francisco Rodrigues da Silva, Pedro Soares Filho, Franacide Lopes de Oliveira Vilarinho e Karina de Jesus Simão.

A Aged é um órgão estadual, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca(Sagrima).


Maranhão

O Estado do Maranhão se destaca cada vez mais no recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2011, foram recebidas 24 toneladas a mais de embalagens do que no mesmo período de 2010, totalizando 110 toneladas do material, que foi selecionado para as indústrias de reciclagem.

No período de 2008 a 2010 o trabalho de fiscalização de agrotóxicos da Aged resultou em 1.199 cadastros de agrotóxicos, 350 registros de estabelecimentos comerciais e 36 registros de prestadoras de serviços.

Nestes primeiros meses do ano, estudos do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) apontam que o Maranhão é um dos 12 estados que apresentaram crescimento no volume destinado. Os estados que tiveram maior destaque foram o Mato Grosso (1.292t); Rio Grande do Sul (664t); Goiás (617t); Minas Gerais (521t); Mato Grosso do Sul (402t); e Bahia (395t), que juntos respondem por 73% do volume total destinado em todo o país.

De acordo com o Inpev, no Brasil foram encaminhadas para o destino ambientalmente correto, 5.280 toneladas de embalagens vazias, representando um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2010. Cerca de 90% do material foi destinado à reciclagem.



Outras Fiscalizações

Em fiscalização\Inspeção realizada na área de cana de açúcar da empresa Itajubara, nos municípios de Duque Bacelar e Coelho Neto, foi constatado que os trabalhadores estavam com seus Equipamentos de Proteção Individual (EPI´S) - roupa própria para aplicação de agrotóxicos - danificados, com a vida útil expirada. Após notificação os responsáveis pela segurança das duas empresas se prontificaram com a correção dos problemas encontrados.

Em outra fiscalização realizada na Fazenda Taboca, no município de Parnarama, foi constatado que o EPI fornecido ao aplicador estava danificado, e mais uma vez o responsável foi notificado para que fosse tomada as devidas providências e regularização da situação.

O Fiscal de Defesa Vegetal, Francisco Rodrigues da Silva, da Regional de Caxias, explicou que em todas as atividades realizadas os agricultores foram orientados com palestras sobre o uso Correto dos Agrotóxicos, o uso do  EPI, lavagens das embalagens vazias e perfuração destas após o uso no local de aplicação, sobre a exigência de devolução das embalagens vazias, bem como a higiene pessoal e cuidados com as vestimentas usadas na atividade. “A Aged tem um compromisso com a qualidade de vida da sociedade, o que só acontecerá se continuarmos com o nosso trabalho de excelência na fiscalização e orientação dos atores envolvidos no setor”, enfatizou Francisco Rodrigues.

Hawking: vida após a morte é conto de fadas para quem tem medo

O astrofísico britânico, que sofre de uma doença motora degenerativa, foi condenado pelos médicos há quase 50 anos

Do Portal Terra

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O astrofísico Stephen Hawking, 69 anos, afirmou em entrevista ao jornal "The Guardian" que a vida após a morte é apenas um "conto de fadas" para pessoas com medo de morrer. Hawking, um dos mais conhecidos cientistas do planeta, sofre desde os 21 anos com os efeitos de uma doença que o impede de se mover e que, segundo os médicos, deveria tê-lo matado em poucos anos após os primeiros sintomas, mas que, de acordo com o próprio astrofísico, permitiu que ele aproveitasse mais a vida.

"Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Em não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes", diz ao jornal britânico. "Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro", afirma o cientista.

Em 2010, Hawking lançou o livro "The Grand Design", no qual afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. As afirmações vão contra um de seus mais famosos livros, "Uma Breve História do Tempo" (hoje revisado e com o título "Uma Nova História do Tempo"), de 1988, em parceria com Leonard Mlodinow. Nos anos 80, Hawking dizia que uma teoria do tudo, a qual Einstein buscava e que poderia explicar todas as forças e partículas do Universo, seria o que levaria o homem a "conhecer a mente de Deus".

Agora, o astrofísico descarta a vida após a morte e diz que devemos focar nosso potencial na Terra fazendo bom uso de nossas vidas. Na terça-feira, Hawking profere uma palestra em Londres onde afirmará que flutuações quânticas no início do universo tornaram possíveis as galáxias, estrelas e, por fim, a vida humana. Ele ainda falará sobre a teoria M, que une as teorias das cordas e é vista por muitos cientistas como a melhor candidata a teoria do tudo.

Pós-graduação se manifesta contra corte de bolsas pela Capes e Cnpq


Em 2010, uma portaria emitida pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pelo Cnpq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) definiu que bolsistas de pós-graduação poderiam acumular outras fontes de renda além do financiamento das respectivas fundações.
O entendimento, porém, durou cerca de um ano. No início de maio, a Capes divulgou um ofício dizendo que seriam cancelados os financiamento para alunos que tivessem adquirido vínculo empregatício antes de conseguir a bolsa “em face à interpretação equivocada da portaria por parte de algumas instituições de ensino superior”.
A medida gerou críticas de associações de pós-graduação das universidades do país, pois teria imposto uma nova regra sem discussão e conhecimento das pessoas envolvidas.
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) se posicionou contra a devolução de bolsas dos alunos considerados irregulares pela Capes. Segundo o documento, “a medida (portaria de 2010) veio atender a uma demanda reprimida de centenas ou até milhares de pós-graduandos pelo país”. A associação atribui a confusão à própria portaria. “A nota de esclarecimento publicada em 02 de maio se configura, na prática, como uma nova regulamentação da portaria, pois lhe impõe uma nova regra: só é aceitável vínculo empregatício após o recebimento da bolsa” afirma o manifesto.
Além da Associação Nacional da Pós-Graduação, a Associação da Pós-Graduação de da UnB também divulgou textos contra o cancelamento de benefícios. Segundo o manifesto da APG-UnB, não foi encaminhado a eles nenhum comunicado oficial referente aos cancelamentos das bolsas.
“Os bolsistas nessa situação estão sendo lesados sem direito a defesa prévia”. No texto, a nota da Capes teria causado uma “caça às bruxas” aos bolsistas que passou a considerar “irregulares”. “A impressão é a de que a Capes/CNPq voltou atrás na decisão de ampliação do leque de critérios de concessão das bolsas”, diz.
A Capes foi procurada para esclarecimentos, mas não se manifestou até a publicação da matéria.

Terrorismo de Estado USA – Rumo ao IV Reich

O poder da gigantesca máquina de desinformação imperial impede os povos de compreenderem o perigo que os ameaça
16/05/2011

Miguel Urbano Rodrigues

Comentando o assassinato de Bin Laden, Michael Moore escreveu no Twiter: “Matamos mais de 919 000 no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, etc., e gastamos 1 bilhão e 200 000 milhões de dólares em despesas militares e, finalmente, conseguimos assassinar mais uma pessoa”.
A operação militar que eliminou o líder da mítica Al Qaeda confirmou uma realidade: o sistema de poder dos EUA, na sua ânsia de dominação planetária, pratica uma política internacional na qual o terrorismo de Estado se tornou componente fundamental. Os EUA comportam-se como candidatos a surgir na História como o IV Reich do século XXI.
A “operação Gerônimo” - nome que insulta a memória do herói apache - foi o desfecho de um projeto concebido com minúcia científica pela Administração Obama. Anunciada a candidatura do Presidente à reeleição, faltava somente marcar uma data.
A CIA sabia há muito onde ele se encontrava. Acompanhava-lhe os movimentos diários na residência de Abotabad através de sofisticados aparelhos electrônicos e os contatos dos seus mensageiros com o exterior, recorrendo inclusive  a satélites. O Pentágono e os serviços de inteligência conheciam os nomes de todas as pessoas que viviam com Bin Laden.
O novelo de contradições que envolve o folhetim da morte do “inimigo número 1” dos EUA não resulta de desinformação. Foi concebido para semear confusão e transmitir a ideia de que Obama, agindo como democrata, transmitia ao povo norte-americano informações sobre a “operação militar” logo que as recebia.
Mentia conscientemente, como demonstraram em importantes artigos intelectuais progressistas como Michel Chossudovsky, Noam Chomsky, James Petras, Domenico Losurdo, John Pielger, e outros.
O presidente, aliás, apresentou diferentes versões dos fatos nas entrevistas às três grandes cadeias de TV, a ABC, a CBS e a CNN. Inicialmente, afirmou que, ao dar a ordem para o ataque à casa de Abotabad, as probabilidades de Bin Laden ali se encontrar eram de 99,9%; mas na última entrevista essas probabilidades caíram para 55%. A encenação foi muito estudada.
O elogio do Presidente à CIA e ao seu chefe foi encomiástico. Foi ele quem tudo preparou e dirigiu. Leon Panetta, nas suas entrevistas, não escondeu, porém, que a CIA torturou prisioneiros para obter informações decisivas para a localização de Bin Laden. Interrogado sobre os métodos utilizados nos interrogatórios,  defendeu, quase com orgulho, o recurso à tortura e justificou o “afogamento simulado”. Falou com a frieza serena de um gauleiter nazi.
Obama logo que viu as fotos do cadáver de Bin Laden decidiu que não seriam divulgadas. Sabia que elas provocariam uma onda de indignação no mundo islâmico. Mas afirmou então que hesitava e iria refletir. Depois, proibiu a entrega das fotos à comunicaçao social.
Talvez não esperasse que as imagens de três corpos despedaçados  de homens abatidos durante o assalto fossem entregues aos jornalistas pelo Exército do Paquistão.
A rapidez da retirada dos comandos da Marinha do edifício metralhado – levaram somente o cadáver de Bin Laden e o do neto – criou, porém, problemas imprevistos à Casa Branca. Porque os sobreviventes encontrados pelos militares paquistaneses – uma das esposas estava ferida – falaram muito,  e as suas declarações forçaram Obama e o Pentágono a apresentar nova versão da “brilhante operação Gerônimo”.
Reconheceram que, afinal, Bin Laden estava desarmado. Teria sido abatido quando procurava uma pistola, ou, segundo outros, uma metralhadora. O folhetim dos “escudos humanos” também não resistiu a evidências resultantes do interrogatório das testemunhas do massacre. Uma das esposas de Bin Laden, a jovem iemenita Amal Abdulfatah, esclareceu que o marido vivia no Paquistão há sete anos, cinco dos quais na casa de Abotabad e não nas montanhas afegãs, como repetidamente garantia o governo de Washington.
Na sua primeira comunicação ao país, Obama afirmou que a operação, por ele acompanhada da Casa Branca, durou 40 minutos e que o efetivo da “força elite” da Marinha não excedia 20 homens. Mas, posteriormente, altos funcionários civis e militares referiram totais diferentes. Não foi dada uma explicação crível para uma ação armada tão prolongada contra uma casa cujos poucos moradores não opuseram resistência.
Assessores do Presidente e a Marinha repetiram exaustivamente que Bin Laden tinha sido sepultado no mar no respeito dos ritos islâmicos. É insólito o súbito respeito pela religião muçulmana; mas acontece que o Corão não permite sepultamentos marítimos. Os filhos do morto já informaram que pensam processar o Estado norte-americano por mais essa ofensa à sua fé.
Outro tema que ridiculariza a versão oficial dos acontecimentos, e envolve a CIA e o Pentágono num labirinto de mentiras, criou já problemas no campo das relações dos EUA com o Paquistão.
O governo Obama tem, na prática, tratado aquele país como um protetorado de novo tipo. Os bombardeamentos de aldeias do Waziristao por aviões sem piloto da USAF [United States Air Force] tornaram-se rotineiros. Islamabad limita-se a tímidos protestos quando os mísseis estadounidenses  matam camponeses da região. Mas desta vez o desrespeito pela soberania paquistanesa atingiu tais proporções com a intervenção militar concebida para assassinar Bin Laden que a vaga de indignação no país foi maiúscula.
A reação do presidente Asif Zardari foi, porém, suavissima.Por quê? Ficou transparente que o Exército do Paquistão e o seu serviço secreto estavam ao corrente da instalação do chefe da Al Qaeda em Abotabad. A sua casa dista apenas umas centenas de metros da sede da Academia Militar do país. Trata-se de uma cidade de guarnição, com vários quartéis. Alguns meios de comunicação estadounidenses  afirmaram que as Forças Armadas do Paquistão não somente conheciam a presença de Bin Laden, como o protegiam.
A rede de cumplicidades é, porem tão densa, que Tom Donilon, conselheiro de segurança nacional de Obama, levou a hipocrisia ao ponto de declarar aos jornalistas que não há “quaisquer provas” de que o Governo paquistanês tivesse conhecimento da presença no país de Bin Laden.
O farisaísmo do presidente Obama não é menor.Derramou elogios sobre a CIA, enaltecendo como grande e histórico serviço à democracia e à liberdade o  massacre de Abotabad. Mais, deslocou-se à base militar para onde foram conduzidos os comandos da Marinha  e condecorou-os numa cerimônia secreta. Os seus nomes não foram revelados, com receio de represálias, mas na apologia que deles fez guindou-os a heróis tutelares da Pátria.
Como recompensa, o diretor da CIA, Leon Panetta, foi nomeado secretário da Defesa. Simultaneamente, o general Petraeus, comandante supremo na área do Oriente Médio e do Afeganistão, foi transferido para a chefia da CIA…
Ao ler o elogio do senhor da CIA pelo Prêmio Nobel da Paz recordei a atribuição das cruzes de ferro nazis a generais das SS.
Obama, em exibição  mediática permanente, anuncia ao mundo que os EUA utilizam o seu poder militar em defesa de valores e princípios eternos, cumprindo, afinal, a sua vocação de nação predestinada para salvar a humanidade.
Inverte a realidade com despudor. O sistema de poder imperial dos EUA desenvolve uma estratégia orientada para a dominação perpétua e universal, um projeto que ameaça a própria sobrevivência da humanidade.
A chacina de Abotabad inseriu-se nesse projecto monstruoso. Bin Laden – ex-aliado de Washington - foi um tresloucado que inspirava repulsa a centenas de milhões de pessoas. Mas as circunstâncias em que se consumou a sua eliminação são inseparáveis dessa estratégia de controle planetário.
É significativo que os bombardeamentos das áreas tribais do Paquistão por aviões não tripulados sejam agora quase diários. Na Líbia, a Otan continua a bombardear residências de Khadafi,  afirmando que pretende “proteger as populações” no âmbito de uma “intervenção humanitária”.
O poder da gigantesca máquina de desinformação imperial impede os povos de compreenderem o perigo que os ameaça. A mentira é diariamente imposta como verdade a nível planetário.
É alarmante o que está acontecendo. Um dia a humanidade tomará consciência de que o sangrento episódio de Abotabad assinalou uma etapa no avanço de uma engrenagem cujo funcionamento traz à memória os crimes do III Reich alemão.

Publicado originalmente em http://www.odiario.info/

NOTA de REPÚDIO

Na manhã de hoje, 16 de maio de 2011, o Tribunal de Justiça do Maranhão deu mais uma prova do que todos sabem neste estado: quem é denunciado por mandar assassinar trabalhador rural não vai para a CADEIA. “POR UNANIMIDADE E DE ACORDO COM O PARECER DA DOUTA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA, ADEQUADO EM BANCA, A TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL CONCEDEU ORDEM IMPETRADA PARA CONCEDER SALVO CONDUTO EM FAVOR DOS PACIENTES, NOS TERMOS DO VOTO DO DESEMBARGADOR RELATOR (Benedito de Jesus Guimaraes Belo). VOTO PROFERIDO EM BANCA APÓS PEDIDO DE VISTA DO DESEMBARGADOR JOAQUIMM FIGUEIREDO…”.
Trocando em miúdos bem grandes: os pacientes são Manoel de Jesus Martins Gomes e Antonio Martins Gomes, vice-prefeito de Olinda Nova do Maranhão, acusados de serem os mandantes do brutal e covarde assassinato de Flaviano Pinto Neto, líder do quilombo Charco, em São Vicente Ferrer, no dia 30 de outubro de 2010, podem andar livremente.
 A bem da verdade, mesmo com a prisão preventiva decretada pela juíza da Comarca de São João Batista, eles foram vistos várias vezes na região porque, apesar do discurso da governadora Roseana Sarney Murad de que as comunidades quilombolas  receberiam um tratamento especial do seu governo, a polícia comandada por ela fez corpo mole para prendê-los. Depois desse tratamento especial os acusados podem continuar ameaçando os quilombolas das áreas em litígio.
Essa decisão é, porventura, um recado para que os quilombolas se escondam?
São Luís – MA, 16 de maio de 2011
Comissão Pastoral da Terra – Regional Maranhão

Desembolsos do BNDES diminuem no primeiro trimestre, pela primeira vez em cinco anos

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Pela primeira vez, nos últimos cinco anos, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) recuaram no primerio trimestre. A queda dos investimentos foi 2% em relação a igual período de 2010, somando R$ 24,9 bilhões, de acordo com relatório de desempenho apresentado hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo presidente da instituição, Luciano Coutinho.
Segundo Coutinho, a queda, apesar de moderada, é a contribuição do BNDES com o esforço do governo em manter a inflação sob controle, com moderação da expansão do crédito.
“O crédito em geral continua crescendo em taxas em torno de 13% a 14%. Estamos crescendo em taxas abaixo de zero, então estamos contribuindo para moderar a expansão do crédito e contribuindo com o momento de inflexão de expectativa de inflação e moderação do ritmo de crescimento para colocar a inflação outra vez sob controle, em direção à meta de longo prazo”.
O relatório também mostra que no acumulado de 12 meses os desembolsos do banco foram equilibrados em R$ 143,1 bilhões. De acordo com o presidente do BNDES a manutenção das contas nos mesmos níveis de 2010 mostra a abertura de espaço para maior participação do mercado privado de capitais no financiamento de longo prazo no país.
Coutinho acrescentou que a expectativa para 2011 é estabilidade no desempenho dos desembolsos, principalmente porque o banco já alcançou, até o ano passado, um patamar muito alto.
“O que não queremos é prejudicar o crescimento dos investimentos, o que seria dar um tiro no pé em matéria de estabilidade de preços no médio prazo. Se você não cria oferta fica impossível conciliar crescimento da demanda. O que queremos é que seja feito num ritmo sustentável. Entendemos que, neste ano, um crescimento do PIB em torno de 4% e o investimento crescendo em torno de 10% é um perfil de crescimento sustentável, compatível com controle de expectativa de inflação e estabilidade em médio prazo”.
Mesmo com o recuo no total de desembolsos da instituição, o relatório mostrou uma alta nas liberações de investimentos para micros, pequenas e médias empresas e pessoas físicas, somando R$ 11,2 bilhões em financiamentos e 160 mil operações.
No primeiro trimestre, foram feitas 98,2 mil operações com o Cartão BNDES, movimentando 81% a mais o volume de recursos registrados no mesmo período do ano passado. As operações registradas com os 390 mil cartões emitidos em todo o país somaram R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre do ano.
No total das operações do banco nestes três primeiros meses, também foram registrados crescimentos das aprovações de crédito (23%, na comparação trimestral), e de enquadramentos (13%) e os destaques entre as aprovações foram os setores de alimentos e bebidas que tiveram alta de 103% e de química e petroquímica com aumento de 129%.


Edição: Rivadavia Severo

China deve investir US$ 8 bilhões no Brasil este ano

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse hoje (16) que o país deve receber este ano cerca de US$ 8 bilhões em investimento chinês. Com o crescimento expressivo das trocas comerciais entre os dois países, Pimentel afirmou que Brasil e China vão criar um grupo técnico para intensificar os negócios.
“Vamos precisar de muita agilidade para tomar as decisões”, afirmou Pimentel que, hoje, teve alguns encontros com o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, a quem se referiu como profundo conhecedor da economia brasileira e “disposto a resolver as questões”.
O ministro brasileiro disse que está satisfeito com o volume de exportações brasileiras para a China que, em 2010, ultrapassou os US$ 30 bilhões e deve, segundo ele, saltar para US$ 37 bilhões este ano. No entanto, explicitou sua preocupação no que se refere à concentração dos embarques. “Cerca de 80% do volume de exportações estão concentrados em apenas três produtos: minério de ferro, soja e petróleo”.
Chen Deming disse que “o Brasil tem muitos bons produtos, de boa qualidade, que o povo chinês não conhece”. Por isso, estimulou os empresários brasileiros, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a trabalhar melhor a divulgação dos produtos nacionais.
O presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, que participou do encontro com empresários chineses, disse que o Brasil precisa resolver gargalos, fazer uma reforma tributária e aumentar investimentos. “Temos que fazer nossa lição de casa, com menos burocracia e uma base educacional melhor. Precisamos diminuir os nossos custos”.
Edição: Vinicius Doria